• Aceleração Digital no RN: SENAI abre 2 mil vagas em cursos EAD gratuitos com foco em TI e Gestão.

    O SENAI-RN abriu as inscrições para o seu novo edital de cursos a distância sob o Programa de Gratuidade Regimental, iniciativa voltada para a inclusão social e qualificação de pessoas de baixa renda. São 2.000 vagas distribuídas em 13 formações com cargas horárias que variam de 160 a 256 horas. O prazo de inscrição vai até o dia 30 de setembro, mas a coordenação alerta que o sistema fechará antecipadamente se a procura ultrapassar o teto das turmas.

    A grande aposta deste ciclo está no setor tecnológico, que absorve quase metade das oportunidades (900 vagas). A iniciativa visa suprir o apagão de mão de obra qualificada no estado, oferecendo trilhas de aprendizado modernas como lógica de programação, banco de dados, metodologias ágeis e segurança da informação.

    💻 A lista completa dos cursos ofertados:

    • Área de TI (Tecnologia): Desenvolvedor Back-End, Programador Front-End, Desenvolvedor de Sistemas Júnior, Desenvolvedor Mobile Flutter e Desenvolvedor de Jogos Digitais 2D.
    • Área de Gestão e Indústria: Assistente Administrativo, Assistente de Recursos Humanos, Almoxarife, Assistente de Controle de Qualidade, Controlador e Programador de Produção, Desenhista Mecânico, Inspetor de Qualidade e Assistente de Instrumentação Industrial.

    Para concorrer a uma das vagas, o candidato precisa ter idade mínima de 16 anos, Ensino Fundamental completo e declarar baixa renda. Apesar de as aulas serem 100% online através da plataforma do SENAI RN, o aluno precisa escolher uma cidade polo de referência no estado durante o cadastro: Natal, Mossoró ou Santa Cruz. O início das aulas está marcado para 5 de outubro, e os estudantes terão até 70 dias para concluir os módulos.

    🧠 A descentralização do conhecimento contra o desemprego

    O novo edital do SENAI-RN ataca diretamente um dos maiores gargalos econômicos do Rio Grande do Norte: o desemprego jovem e a falta de capacitação técnica no interior. Ao lançar 900 vagas focadas em programação e desenvolvimento mobile de forma 100% EAD, a instituição promove uma verdadeira democratização do ecossistema de TI.

    Historicamente, os empregos de alta remuneração tecnológica ficavam restritos a quem residia na capital. Agora, um jovem em Currais Novos, Caicó ou Apodi pode se qualificar gratuitamente em desenvolvimento de sistemas sem precisar arcar com custos de mudança ou transporte. No entanto, o sucesso do programa depende de um fator externo invisível: a inclusão digital de conectividade. Oferecer o curso é o primeiro passo; garantir que esses alunos tenham internet estável e computadores para praticar é o verdadeiro desafio para que essa oportunidade se transforme, de fato, em carteira assinada.

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  • A Asfixia do Crime Digital: O que os números recordes da Operação Última Chamada revelam sobre o mercado ilegal de celulares.

    O combate ao crime patrimonial eletrônico subiu de patamar no Brasil. A segunda fase da Operação Última Chamada, realizada de forma integrada pelo Ministério da Justiça (MJSP), Receita Federal e Polícias Civis estaduais, deixou um rastro de prejuízo bilionário para as redes de receptação. O balanço nacional consolidado assusta pelo volume: mais de R$ 500 milhões em bens e contas foram bloqueados, mais de 170 mandados de busca foram cumpridos e 139 pessoas acabaram presas em flagrante. Somadas as duas fases da operação nacional, quase 10 mil aparelhos foram retirados de circulação ilegal.

    No Rio Grande do Norte, o foco da operação dividiu-se entre a repressão e a reparação. No bairro do Alecrim, tradicional polo comercial de Natal, as equipes da Polícia Civil do RN e da Sefaz/RN estouraram pontos de venda de produtos de origem estrangeira sem nota fiscal, resultando na apreensão de R$ 170 mil em iPhones, smartwatches e tablets contrabandeados.

    O mutirão de devolução de 1.400 celulares no RN

    Mais do que prender os receptadores, a polícia potiguar iniciou nesta sexta-feira (18) uma das maiores ações de restituição de patrimônio da história do estado. Cerca de 1.400 aparelhos celulares recuperados começaram a ser devolvidos às vítimas de roubos e furtos.

    O processo de localização utilizou tecnologia e inteligência cruzando os dados do IMEI com o Banco Nacional de Celulares com Restrição. Os novos usuários que estavam de posse dos aparelhos roubados foram notificados diretamente via WhatsApp para entregarem os equipamentos espontaneamente na delegacia, sob o risco de responderem pelo crime de receptação. As entregas estão centralizadas na Cidade da Polícia, em Natal, e nas sedes de 13 Delegacias Regionais no interior (incluindo pólos como Currais Novos, Caicó, Mossoró e Santa Cruz).

    🧠 Quebrar a economia do roubo é a única saída

    O sucesso da Operação Última Chamada demonstra que a segurança pública finalmente entendeu a mecânica do crime moderno. Durante décadas, as polícias focavam apenas em prender o assaltante na ponta do cano do revólver — uma tática enxuga-gelo, já que o bandido roubava o celular sabendo que haveria uma loja no centro da cidade pronta para comprar o aparelho por uma fração do preço e revendê-lo como “vitrine” ou “semi-novo”.

    Ao usar a inteligência digital para intimar quem comprou o produto roubado e realizar bloqueios financeiros de R$ 500 milhões nos grandes distribuidores, o Estado ataca o coração do problema: o lucro. O cidadão comum também precisa acordar. Quem compra um smartphone de R$ 5 mil por R$ 1.500 em uma banca sem nota fiscal não está fazendo um “bom negócio”; está financiando o assalto que, amanhã, pode vitimar a sua própria família. A segurança pública começa no rastro do dinheiro e termina na consciência do consumidor.

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  • A Conexão Willer Tomaz: Como o escândalo do INSS cruzou a campanha de Flávio Bolsonaro e acendeu o alerta no TSE

    A reta final das eleições presidenciais ganhou um forte contorno de desgaste para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Investigações da Polícia Federal e reportagens da revista piauí revelaram que o candidato utilizou um luxuoso apartamento de 158 m² na Vila Nova Conceição, zona sul de São Paulo, pertencente ao advogado Willer Tomaz. Tomaz é formalmente investigado na Operação Sem Desconto, que apura o desvio de bilhões de reais de aposentados e pensionistas do INSS por meio de associações fantasmas.

    O caso ganhou contornos jurídicos imediatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A oposição, liderada pela deputada Fernanda Melchionna (PSOL), entrou com uma representação acusando o candidato de omissão de despesas de campanha. A alegação é que o uso do imóvel deveria ter sido declarado formalmente como doação eleitoral do proprietário ou pago como despesa oficial da chapa, levantando suspeitas de financiamento irregular.

    O Triângulo: O Advogado, o Senador e o Entorno do Banco Master

    A cadeia de custódia do apartamento em São Paulo aprofundou as investigações. Antes de passar para o nome de Willer Tomaz, o imóvel pertencia a Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, o ex-controlador do Banco Master preso na Operação Compliance Zero. A transação de transferência para o advogado foi registrada em cartório exatamente no mesmo dia em que Zettel se entregou e foi preso pela Polícia Federal, em março.

    O relatório da PF mapeou uma intensa relação pessoal e comercial entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. Os dois viajam juntos frequentemente em jatinhos particulares (com passagens pela Flórida, Portugal e safáris na África), atuam em conjunto em grandes causas de execução financeira no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o senador costuma frequentar as mansões do advogado em Angra dos Reis e Planaltina. Flávio declarou que os elos decorrem de uma “relação de amizade legítima”, enquanto Tomaz afirmou que os empréstimos de imóveis ocorrem estritamente na esfera privada, negando qualquer relação com as fraudes previdenciárias ou com os operadores do Master.

    O peso reputacional da “banca de amizades”

    Para além da defesa jurídica de que se trata de uma relação puramente pessoal, a proximidade ostensiva de Flávio Bolsonaro com um dos principais alvos do escândalo do INSS gera um estrago político incalculável. O “esquema do roubo das aposentadorias”, que lesou milhões de idosos vulneráveis em todo o Brasil, é uma pauta de forte apelo popular e emocional na opinião pública.

    Ao usufruir de benesses patrimoniais de um investigado e ver o endereço de sua estrutura de campanha atrelado a transações feitas no dia da prisão de operadores financeiros, Flávio Bolsonaro fornece combustível para a narrativa dos adversários na TV. Na era da transparência digital, o argumento da “relação privada” esbarra na responsabilidade pública exigida de um candidato à chefia da República. O caso obriga a campanha do PL a gastar energia na defensiva, tentando provar que as caronas de jatinho e o uso de apartamentos de luxo não foram pavimentados com o dinheiro desviado do bolso dos aposentados brasileiros.

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  • Entenda as regras da legislação brasileira sobre a restrição de prisão para candidatos e eleitores no período eleitoral.

    A partir de setembro de 2026, entra em vigor o dispositivo da legislação brasileira referente à imunidade eleitoral para candidatos no período que antecede o pleito. A norma estabelece regras sobre a detenção ou prisão de candidatos, eleitores, mesários e fiscais durante o período eleitoral.

    O calendário eleitoral estabelece regras quanto à restrição de prisão para candidatos e eleitores no período que antecede e sucede a votação. A legislação estipula que, nos dias que antecedem o pleito, a liberdade de trânsito dos concorrentes e eleitores conta com salvaguardas específicas previstas no Código Eleitoral.

    Historicamente, o objetivo desse dispositivo é preservar o equilíbrio da disputa democrática. A lei busca evitar o uso de medidas de coerção física com o intuito de interferir na dinâmica do pleito ou desequilibrar a disputa entre concorrentes.

    As regras e as exceções da Lei

    A proteção também se estende aos eleitores, mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções nos locais de votação, conforme os prazos estabelecidos nas normas vigentes.

    Contudo, a proteção não representa uma isenção total de responsabilização. A legislação prevê exceções claras em que a prisão poderá ocorrer imediatamente:

    1. Flagrante Delito: Quando o indivíduo é surpreendido cometendo crime comum ou eleitoral.
    2. Sentença Condenatória por Crime Inafiançável: Quando há uma decisão judicial definitiva para crimes graves sem direito a fiança.
    3. Desrespeito a Salvo-Conduto: Atos que violem o direito de outra pessoa de exercer o voto livremente.

    🧠O papel das salvaguardas eleitorais

    Debates sobre o tema costumam dividir opiniões entre a percepção de privilégio e a necessidade de salvaguarda institucional. Em um país de grande extensão territorial, a ausência de normas de proteção poderia dar margem a uso político de medidas de força na véspera da votação. A regra não paralisa investigações ou processos judiciais correntes; ela busca assegurar que o processo eleitoral transcorra com estabilidade e que o resultado reflita a decisão do eleitorado.

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  • Tragédia e Falha Crônica no Sistema: O que a barbárie do triplo homicídio em Santa Cruz revela sobre a segurança pública no RN.

    Um crime de proporções devastadoras chocou o interior do Rio Grande do Norte. Por volta das 5h da manhã desta sexta-feira (18), no bairro Paraíso, em Santa Cruz/RN, três mulheres foram brutalmente executadas dentro de casa. O autor da chacina foi José Juscelino de Oliveira. No mesmo ataque, duas crianças (filhas de uma das vítimas, de 8 e 11 anos) foram baleadas. Graças à intervenção desesperada de vizinhos e parentes, que arrombaram a janela do imóvel, os menores foram resgatados vivos e transferidos sob escolta para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Até o cachorro da família foi morto pelo agressor.

    A barbárie mobilizou as forças de segurança locais. Após o triplo homicídio, José Juscelino fugiu e foi cercado pelas equipes da Polícia Militar. Houve confronto, e um policial militar acabou sendo baleado no braço. Ao perceber que seria capturado, o criminoso atirou contra a própria cabeça e morreu no local.

    O Passado do Assassino e o “Furo” do Regime Aberto

    O desdobramento mais alarmante do caso veio com a apuração da Polícia Civil. José Juscelino de Oliveira não era um réu primário; ele era um criminoso reincidente. O homem já havia sido condenado e cumprido 10 anos de prisão em regime fechado por um homicídio cometido anteriormente na cidade de Parnamirim.

    Há cerca de dois anos, ele havia progredido para o regime semiaberto/aberto e se mudou para Santa Cruz. A investigação preliminar da equipe de reportagem da TV Tropical RN revelou um dado estarrecedor: o indivíduo não utilizava tornozeleira eletrônica e transitava livremente pela sociedade, levantando suspeitas imediatas de premeditação do crime.

    A sensação de impunidade que mata mulheres

    O triplo homicídio de Santa Cruz ultrapassa a barreira da violência doméstica comum e expõe as veias abertas das falhas do sistema prisional e judiciário brasileiro. Como um homem com histórico de tirar a vida de outra pessoa recebe o direito de retornar ao convívio social sem qualquer tipo de monitoramento ou fiscalização eletrônica estatal?

    A tragédia do Trairi desenha o pior dos cenários: a falha na execução penal operando como cúmplice involuntária do feminicídio. Enquanto o debate político nacional se perde em narrativas eleitorais na reta final das campanhas, a ponta mais vulnerável da sociedade — mulheres e crianças — continua pagando com sangue a ineficiência de uma justiça que solta, mas esquece de vigiar. Deixar um homicida livre e sem amarras em uma comunidade não é ressocialização; é uma crônica de mortes anunciadas que destruiu uma família inteira.

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  • Editorial
    Por JB Moura.

    É uma beleza ver o desprendimento do gestor quando a munição não sai do seu próprio bolso. Fazer barulho e dar show de fogos de artifício é fácil demais quando a pólvora foi comprada com o dinheiro de toda a sociedade.

    Quando o boleto sai da nossa carteira, a gente pesquisa preço, chora desconto e calcula cada centavo. Mas na gestão pública, a mágica acontece. O milagre da multiplicação de zeros transforma qualquer ideia duvidosa em prioridade urgente, sempre com direito a plateia, corte de fita e foto sorrindo para as redes sociais.

    Governar exige recursos. Ninguém faz obra sem investimento. A diferença é que a Constituição exige duas coisas fundamentais que costumam ser ignoradas: eficiência e transparência. Para quem controla a pirotecnia, a lógica virou outra: atira primeiro e tenta explicar a conta depois.

    Nesse grande espetáculo, quem acende o pavio fica com os aplausos e a fama de realizador. Quando a fumaça baixa e o barulho passa, a fatura chega pontual no endereço do cidadão.

    Fica a pergunta para quem adora apertar o gatilho financeiro: se a munição saísse da sua conta bancária, você faria esse mesmo disparo? Ou a coragem só existe porque o dinheiro é dos outros?

    Leia mais →: Quem atira com pólvora alheia não se preocupa com o preço do disparo
  • A Canetada dos R$ 691: Reajuste do Bolsa Família às vésperas da eleição é justiça social ou oportunismo eleitoral?

    O Palácio do Planalto alterou as engrenagens da reta final da campanha eleitoral de 2026. Contrariando declarações anteriores da equipe econômica de que não haveria espaço fiscal, o governo federal anunciou um reajuste linear de 15,04% no Bolsa Família. O valor mínimo por grupo familiar subirá para R$ 691, enquanto os adicionais por filhos de até 6 anos serão elevados para R$ 173.

    A medida terá um custo imediato de R$ 5,8 bilhões para os cofres públicos em 2026 e um impacto projetado de R$ 22,7 bilhões em 2027. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste será bancado pelo remanejamento de “sobras” orçamentárias de outras rubricas, sem estourar o teto global de despesas. No entanto, analistas de mercado e o órgão de fiscalização fiscal apontam que o Orçamento de 2027 enviado ao Congresso em agosto não previa esse gasto, acendendo alertas sobre o rombo das contas públicas.

    A Batalha Jurídica e o Precedente de 2022

    A oposição reagiu imediatamente em tom de forte indignação. O senador Flávio Bolsonaro classificou a medida como um “ato de desesperança” e uma tentativa direta de compra de votos na base da pirâmide social. Na mesma tarde, parlamentares da oposição entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigindo a suspensão do aumento. O caso foi distribuído ao ministro André Mendonça.

    Especialistas em direito eleitoral explicam que a legislação proíbe o reajuste de benefícios em ano eleitoral, exceto em casos de programas sociais que já possuíam previsão orçamentária e execução consolidada no ano anterior. juridicamente, o governo está blindado, mas o que chama a atenção é o paralelo histórico. Em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro fez exatamente a mesma jogada às vésperas da eleição, elevando o benefício de R$ 400 para R$ 600. Na época, o PT criticou duramente a medida, chamando-a de “oportunista e cara de pau”. Hoje, os papéis se inverteram no teatro político brasileiro.

    O estômago do eleitor como balcão de negócios

    Ao optar pelo reajuste linear mais amplo, em vez de correções focadas apenas em famílias com crianças pequenas (como preferiam os técnicos do Ministério do Desenvolvimento Social), o governo priorizou a eficiência política em detrimento do melhor desenho macroeconômico. O objetivo é fazer o dinheiro chegar ao maior número possível de mãos e CPFs na semana que antecede a votação.

    Essa estratégia consolida uma triste tradição da democracia brasileira: a transformação de programas de transferência de renda em ferramentas cíclicas de barganha eleitoral. O aumento do Bolsa Família é legítimo diante da perda do poder de compra pela inflação, mas o seu timing — guardado estrategicamente para os 17 dias antes da urna — deprime o debate público. Enquanto a economia patina e o mercado exige responsabilidade fiscal, o topo do poder central demonstra que, no Brasil, a necessidade do povo continua sendo a carta mais forte jogada na mesa de pôquer das eleições.

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  • Protagonismo Escolar e Inspiração: Equipe de reportagem da própria escola cobre palestra marcante do Professor João Batista de Moura

    A comunidade escolar de Currais Novos vivenciou um dia histórico de aprendizado e cidadania ativa. Os estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Cipriano Lopes Galvão lotaram o auditório da Faculdade Três Marias para participar do projeto “Sentido de Ser”. O grande diferencial do evento começou nos bastidores: toda a cobertura jornalística, os registros em vídeo e as entrevistas foram conduzidos pela equipe de reportagem da própria escola, demonstrando o nível de autonomia, engajamento e protagonismo dos alunos e profissionais da instituição.

    O ponto alto do encontro foi a aclamada palestra ministrada pelo Professor João Batista de Moura. Com uma trajetória brilhante que une a profundidade da psicanálise à sensibilidade da docência e da liderança espiritual, o professor conduziu uma conversa franca e impactante sobre autoestima, inteligência emocional e perspectivas de futuro. Durante a cobertura dos estudantes, a coordenadora pedagógica da instituição, Daguia Medeiros, e o próprio Professor João Batista destacaram como momentos assim são vitais para blindar a saúde mental dos jovens e despertar o propósito de vida em cada um deles.

    A liderança inspiradora e a escola que faz história

    Colocar a comunicação nas mãos da equipe da própria escola e trazer um palestrante com o gabarito do Professor João Batista de Moura é uma estratégia pedagógica de altíssimo nível.

    O professor não apenas entrega conteúdo; ele exerce uma liderança inspiradora que se conecta diretamente com a realidade dos adolescentes. Sua abordagem psicanalítica consegue desarmar as defesas da juventude contemporânea, tratando de dores modernas como a ansiedade e o isolamento com acolhimento, técnica e autoridade.

    A iniciativa da coordenação, liderada por Daguia Medeiros, de tirar os alunos da rotina tradicional e inseri-los em uma atmosfera universitária com um mentor desse porte é louvável. Quando a escola incentiva seus alunos a registrarem sua própria história por meio da reportagem interna, ela valida a voz dos estudantes. O projeto “Sentido de Ser” e o trabalho do Professor João Batista provam que a verdadeira educação transforma vidas através do exemplo, da escuta humana e do acolhimento emocional.

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  • A literatura tem o poder de eternizar o que o tempo tenta apagar, e quando ela se une à memória afetiva e à culinária, o resultado é pura poesia social. O Colégio Logos desenvolveu uma iniciativa exemplar de resgate cultural intitulada “Gastronomia e memória: receitas como registros de saberes e tradições familiares”. O projeto pedagógico engajou os estudantes em uma profunda pesquisa documental e fotográfica para transformar relatos orais e trajetórias da comunidade em patrimônios biográficos escritos.

    Uma das grandes estrelas desse acervo é Denise Maria de Medeiros Batista. Em uma autobiografia sensível e emocionante, Denise narra uma jornada marcada pela fé, pela resiliência familiar e pelo amor que transborda da cozinha. Filha de José Evangelista e Dalvani Félix, casada com Jandir Batista desde 1985, ela compartilha a dor profunda de ter perdido uma filha, Janiele, às vésperas do parto, e a alegria de ver a vida florescer novamente através de seus dois filhos (Janise e Dimas) e de seus cinco netos.

    O tempero da resiliência: O Maná e os laços que alimentam

    Embora tenha se formado no Magistério, os caminhos de Denise se cruzaram de forma apaixonante com a gastronomia. O aprendizado veio na prática, apoiado pela cunhada Nanci e pela avó Joaninha. Da venda de pãezinhos nas ruas comerciais à abertura da Lanchonete Maná, a trajetória de Denise na culinária nunca foi solitária. Foi uma construção coletiva, operada em família, ao lado do esposo, filhos, irmã e sobrinha.

    Desde 2011, Denise integra com dedicação o setor financeiro do Colégio Logos, empresa onde completa 15 anos de história. Mas a paixão pelas panelas permanece viva: ela continua reproduzindo receitas com prazer para presentear o paladar daqueles que ama.

    Escrever a própria história é um ato de resistência

    O grande mérito do projeto literário do Colégio Logos é compreender que a história de um povo não é feita apenas pelos heróis dos livros didáticos, mas por pessoas comuns que constroem o cotidiano com amor, suor e resiliência. Ao colocar estudantes para pesquisar, fotografar e organizar materiais sobre gastronomia familiar, a escola promove uma educação viva.

    O caderno de receitas e as memórias de Denise Batista provam que cozinhar e servir são atos de profunda doação humana. A iniciativa do Logos retira o estudante da passividade e o transforma em um guardião da história local, ensinando à nova geração que a maior riqueza de uma comunidade está nas memórias guardadas ao redor da mesa.

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  • Força e União: Após susto em carreata, campanha de Gustavo Carvalho se mobiliza com força total no RN

    O deputado estadual e candidato à reeleição, Gustavo Carvalho (PL), enfrentou um momento de superação no último fim de semana. Durante uma intensa agenda de campanha em Coronel Ezequiel, o parlamentar sofreu um trauma na coluna decorrente de uma freada brusca no veículo em que se encontrava, resultando na fratura da sétima vértebra. Gustavo foi prontamente atendido, seu quadro é totalmente estável e ele se recupera bem na capital, seguindo recomendação médica de repouso temporário.

    Longe de desanimar a base, o imprevisto gerou uma onda de solidariedade e união entre apoiadores, prefeitos e lideranças em todo o Rio Grande do Norte. Gustavo Carvalho fez questão de emitir um recado claro: a caminhada rumo à vitória não vai parar.

    A força do grupo: Lideranças assumem a linha de frente

    Demonstrando a musculatura política e a lealdade do grupo, as agendas de rua foram reorganizadas com uma resposta rápida. Enquanto os atos presenciais nos municípios de Alto do Rodrigues, Ipanguaçu e Japi aguardam breves adequações de calendário, as grandes mobilizações planejadas para Lajes, São José do Campestre e Santa Cruz estão confirmadas e serão tocadas com energia redobrada por prefeitos, vereadores e amigos da coligação.

    🧠 A liderança que transcende a presença física

    No xadrez eleitoral, a capacidade de resposta de um grupo político diante de uma adversidade mede a sua verdadeira força. O que estamos presenciando na campanha de Gustavo Carvalho não é um recuo, mas uma demonstração de fidelidade partidária e capilaridade regional.

    Quando um líder precisa se afastar temporariamente para cuidar da saúde, e suas bases assumem o palanque de forma espontânea com o mesmo entusiasmo, fica provado que a candidatura não depende apenas de um CPF, mas representa um projeto coletivo sólido. Gustavo Carvalho construiu uma trajetória de compromisso com o RN, e a resposta imediata de seus aliados nas ruas é o maior testemunho de que o seu mandato pertence ao povo potiguar. A campanha agora ganha o coração e o empenho dobrado de cada um de nós.

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João Batista de Moura

Com formação em Pedagogia, Teologia e Psicanálise, além de MBA em Marketing e Gestão de Pessoas, JB Moura construiu uma trajetória consistente e multidisciplinar voltada à comunicação, ao desenvolvimento humano e à liderança.

São mais de 20 anos dedicados à comunicação no Seridó e no Rio Grande do Norte, com atuação consolidada no jornalismo e no rádio, sempre marcada pela credibilidade, clareza e compromisso com a informação de interesse público. Sua comunicação se destaca pela responsabilidade editorial e pela capacidade de traduzir temas relevantes de forma acessível e impactante.

Mais do que informar, JB Moura comunica propósito. Em suas palestras e no Minuto Esperança, une conhecimento, fé e experiência para transmitir mensagens que despertam consciência, fortalecem valores e oferecem direção, impactando vidas com profundidade e esperança.

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